Com hífen ou sem hífen? Eis a questão!

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Elenice Barbosa de Araujo

No meu dia a dia…

Isso, sem hífen, “dia-a-dia” está errado. É, mas não custa conferir… Viu? Eu sabia, “dia a dia, substantivo masc.” Agora, continuando…

No meu dia a dia de tradutora, a dúvida que mais me faz recorrer à consulta é o uso do hífen e, em boa parte do tempo, para confirmar o que eu sabia. Na verdade, dos 15 tópicos mencionados nas Notas Explicativas do Vocabulário da Língua Portuguesa (Volp), onze tratam dele; e das 234 correções e aditamentos de vocabulário, 132 se referem a palavras compostas por justaposição. Ou seja, usar ou não o hífen é um dos principais dilemas da nossa ortografia.

Parece incrível, mas o “Novo” Acordo, de 1990, que já é notícia velha e em vigência há tantos anos, continua rendendo. E não bastou imprimir as tabelas –até bem úteis, com as listas de prefixos, vogais e consoantes e as devidas alterações–, e nem compará-las com o acordo anterior, porque as incoerências levaram a novas mudanças. A 5a. edição do Volp, de 2009 (ano em que o novo acordo entrou em vigor), incluiu um registro bem mais completo dos vocábulos de uso comum, além da terminologia científica e técnica.

Portanto é preciso atenção redobrada na hora de pesquisar, pois muitos dos sites (inclusive de universidades) e blogs com explicações detalhadas lançados no calor das discussões estão desatualizados, assim como os dicionários e gramáticas anteriores a 2010. Isso sem falar no corretor automático. Tudo contribui para essa sensação de incerteza e, consequentemente, uma perda de tempo preciosa. Eu já me vi em círculos consultando diversas fontes que se contradiziam totalmente e, em geral, durante a revisão final e com o prazo batendo à porta.

Há até mesmo pequenas discrepâncias entre o Volp, da Academia Brasileira de Letras, e seu equivalente lusitano, o Vocabulário Ortográfico do Português (VOP). Ainda assim, as versões on-line do primeiro, mais atualizada que a impressa, e do segundo é que me valem como referência por incluírem as últimas alterações. Aliás, eu recomendo baixar o aplicativo do Volp, cujos links estão no final da página inicial.

Ambos os sites trazem os links do Acordo, os adendos e notas explicativas. A leitura não é tão entediante quanto parece e  é bastante elucidativa. Eu acho mais simples e objetiva do que muitas gramáticas, mas isso é assunto para um próximo post.


 

ELENICE BARBOSA DE ARAUJO is a Brazilian independent English<>Portuguese translator, living in São Paulo. She holds a bachelor’s degree in Education, from Pontifical Catholic University of S. Paulo, and a certificate in translation and interpreting from Associação Alumni. In her 13 years as a professional translator, editor and proofreader, she has worked for the main Brazilian publishing houses and has translated fiction and non-fiction books, and several magazine articles. She is now teaching translation at PUCSP- Cogeae. Elenice was flattered by the invitation to join the Leadership Council, where she met new colleagues and gained a deeper respect for those who have devoted their time to keeping the PLD active. She’s been volunteering for the PLD since 2012.

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